A um passo do título Europeu Pela primeira vez na história do desporto automóvel nacional, uma equipa portuguesa participa com objectivos ambiciosos no Campeonato da Europa de Ralis.
A Peugeot Total Silver Team SG, propôs-se enfrentar esse desafio com a dupla Miguel Campos/Carlos Magalhães no 206 WRC, que tinha servido para conquistar os títulos nacionais de pilotos e de marcas em 2002.
A tarefa não se mostrou fácil, porque Miguel Campos tem como rival um piloto com grande experiência e conhecimento de algumas provas que fazem parte do calendário: o belga Bruno Thiry, ex-piloto oficial da Ford, Subaru e da Skoda no Mundial e, da Citroën no Europeu.
O Europeu de Ralis teve este ano início com o Rali 1000 Miglia em Itália, na região de Brescia, prova de coeficiente 20. Apesar de não terem começado bem, na super-especial, caíndo para o 86º lugar com uma penalização de três minutos, Miguel Campos e Carlos Magalhães cedo ultrapassaram o “choque”, recuperando mais de oito dezenas de posições logo na primeira etapa feita totalmente ao ataque. Bruno Thiry desistia com problemas e os portugueses apanharam um susto com um furo, que quase impossibilitava o triunfo. Foi a primeira vez na longa história do Rali 1000 Miglia que uma equipa estrangeira, a Peugeot Total Silver Team SG, venceu a prova Italiana, apesar desta só ter sido decidida na última especial.
Miguel Campos facturou os primeiros 200 pontos para o Europeu, e passou a ser o primeiro líder do Campeonato de 2003.
Menos de uma semana depois do 1000 Miglia, realizou-se nas Canárias, a segunda prova de coeficiente 20, o Rali Canaria/El Corte Inglês, prova que Bruno Thiry não participou, mas em que o piloto local, o conhecido Luis Monzon também em Peugeot 206 WRC, deu boa réplica aos portugueses.
Miguel Campos/Carlos Magalhães atacaram logo de ínicio numa luta impressionante, com Monzon a ficar admirado com os tempos de Miguel que desconhecia estes troços. Com o abandono de Monzon, os portugueses ficaram com mais de três minutos na liderança do rali, gerindo até ao final essa vantagem. Quatrocentos pontos é o total acumulado após as duas primeiras provas do Campeonato da Europa para Miguel Campos/Carlos Magalhães e para a Peugeot Total Silver Team SG.
A contar para o Europeu, o Rali da Turquia não teve a presença da equipa portuguesa e Bruno Thiry ficou com a vida facilitada para conquistar a sua primeira vitória, após três provas do campeonato. Miguel Campos tinha 400 pontos e Bruno Thiry 200.
Miguel Campos e Bruno Thiry reencontraram-se no Rally da Polónia para a quarta etapa de coeficiente 20 do europeu de ralis. Uma prova disputada ao segundo entre os dois candidatos ao título, ambos ao volante de Peugeot 206 WRC. Uma impressionante luta “palmo a palmo” que durou até ao final da última classificativa.
Logo na primeira etapa, a equipa portuguesa vence cinco das nove especiais e durante as provas de classificação seguintes o piloto do 206 WRC prata e azul controlou os acontecimentos até ao fim, juntou mais 200 pontos, totalizando 600 na liderança do europeu com três vitórias em três participações. Bruno Thiry ficou em segundo e o russo Vasin, completou o pódio dominado pela Peugeot.
A Peugeot Total Silver Team SG, não foi à Bulgária, facto aproveitado por Bruno Thiry para diminuir a desvantagem em relação a Miguel Campos, pois venceu a prova. A pontuação do Campeonato da Europa ficou aqui mais próxima: Miguel Campos, 600 pontos e Bruno Thiry, 560.
A sexta etapa do europeu, o Rally D’Ypres marcou o reencontro de Miguel Campos e Bruno Thiry, desta feita, no terreno bem conhecido do piloto belga. O português tentou tudo para acompanhar o seu rival, mas teve uma saída de estrada numa curva com muita terra, perdendo o contacto com o líder. Miguel Campos não baixou os braços e recuperou até ao terceiro lugar, facturando 120 pontos. Thiry ganhou em casa e passou a liderar o europeu com 40 pontos de vantagem.
Após seis ralis de coeficientes 20: Thiry, 760 pts; Campos, 720 pts.
A Peugeot Total Silver Team SG, esperava ansiosa pelo Rali Vinho da Madeira, sétima prova de coeficiente 20 do europeu, onde Miguel Campos ao volante do Peugeot 206 WRC tinha sido segundo em 2001 e 2002. Na luta pela prova insular estavam Campos, Thiry e desta vez o italiano Travaglia, todos em Peugeot 206 WRC.
Na primeira etapa, os três candidatos ao triunfo dividiram entre si a vitória nas classificativas , dando o máximo nas estradas madeirenses. Renato Travaglia levou a melhor sobre os dois rivais no primeiro dia.
Miguel Campos recuperou a liderança na 16ª especial e entrou no último troço do rali com 4.3s de vantagem para Bruno Thiry. Venceu a especial e a prova e, realizou um sonho.
O pódio foi totalmente Peugeot, com Thiry em segundo a 4.8s e Delecour na terceira posição a 3m58s. As contas do europeu ficaram empatadas: Miguel Campos 920, Bruno Thiry 920 (após sete etapas).
O Campeonato da Europa regressa ao leste para o Raly da Républica Checa e Zlin. Bruno Thiry abandonou e Miguel Campos teve alguns problemas, que soube superar, terminando no segundo lugar e assegurando 160 pontos. A pontuação do europeu ficou favorável a Miguel Campos com 1080 pontos contra 920 de Thiry.
Na Grécia, Miguel Campos e Bruno Thiry prometiam mais uma guerra pelo primeiro lugar, o que estava a acontecer nas primeiras especiais. Porém, o rali foi interrompido após a terceira especial, devido a um acidente fatal com um piloto local. Este facto foi prejudicial à equipa portuguesa “penalizando-a” em 40 pontos, pois a pontuação final foi dada, consoante a classificação dos pilotos após a terceira PEC. Thiry estava 6s à frente de Miguel Campos, que, nessa altura, ainda adaptava a máquina e se preparava para dar o tudo por tudo e “roubar” a liderança do Belga!
Após nove etapas do europeu de Ralis: 1º Miguel Campos 1240 pontos 2º Bruno Thiry 1120 pontos
|