Balanço do GP da Austrália

Notícias - Motociclismo - Mundial @ 20-10-2009

Misturas Bridgestone disponíveis:
Frente: Chuva – Macia; Slicks – Macia, Média
Trás: Chuva – Macia; Slicks – Dura, Extra Dura (assimétrico)


O Grande Prémio da Austrália foi um desafio e mutável em proporções idênticas. As chuvas deixaram a pista suja na sexta-feira e o treino livre de sábado foi interrompido por outra carga de água, mas a chuva deixou de cair durante a qualificação e na corrida de domingo.

Casey Stoner venceu à frente de Valentino Rossi e de Dani Pedrosa, todos eles a preferirem as soluções mais macias dos pneus slicks Bridgestone para a frente e trás, devido à aderência extra que ofereciam nas condições de tempo frio. Apenas os pilotos do Suzuki Team, Loris Capirossi e Chris Vermeulen, optaram pela solução mais dura do pneu traseiro, com o resto do pelotão a preferir as opções mais macias.

Com apenas duas provas por realizar na próxima temporada, Valentino Rossi lidera o campeonato com 38 pontos de vantagem sobre o seu colega de equipa, Jorge Lorenzo, quando ainda há 50 pontos em disputa, enquanto o regressado Casey Stoner passou Dani Pedrosa à geral.


P&R com Tohru Ubukata – Responsável pelo Desenvolvimento
de Pneus de Motociclismo da Bridgestone

Como se pode resumir o fim-de-semana em termos de performance dos pneus?
«Sabemos que Phillip Island é uma pista difícil para os pneus, mas fiquei muito satisfeito com as novas especificações do pneu traseiro que desenvolvemos especificamente para esta prova. As condições ao longo dos três dias apresentaram-se com uma temperatura bastante baixa, pelo que as soluções mais macias eram claramente as opções mais rápidas, devido ao maior nível de aderência, mas mesmo os pneus extra duros traseiros tiveram uma boa consistência. Não tivemos problemas com a durabilidade dos pneus ao longo do fim-de-semana e essa foi a intenção da nova especificação de pneus traseiros, que também funcionaram muito bem. Mais durabilidade implica sempre maiores dificuldades em termos de aderência, mas os tempos por volta estiveram apenas a 0.03 segundos do recorde da pista, indicando que a performance global estava ainda boa, pelo que creio termos conseguido o equilíbrio correcto.»

As temperaturas da pista estiveram bastante baixas durante o fim-de-semana e foram certamente inferiores às do próximo, em Sepang. O que se passa com Phillip Island que exige tanto dos pneus traseiros ?
«Vimos imensas imagens de televisão e clips em câmara lenta das motos a derrapar nas curvas, especialmente nas para a esquerda no final da corrida. Isto parece espectacular e é um notável exercício de controlo da moto pelos pilotos, mas é muito duro para os pneus! É este patinar e derrapar do pneu traseiro que provoca uma temperatura significativa na borracha, especialmente nos ombros do lado esquerdo devido às inúmeras curvas muito rápidas para esse lado existentes em Phillip Island, e essa foi a razão pela qual desenvolvemos pneus assimétricos mais resistentes para esta prova. Como o pneu patina, a fricção entre a borracha e o asfalto provoca aquecimento. E quanto mais patina, maior é a temperatura e quanto mais quente um pneu fica, menos aderente é. Acima da sua temperatura óptima de funcionamento, a temperatura sobe na proporção directa da descida da aderência. Por isso é fundamental conseguir o equilíbrio ideal entre o aquecimento e a durabilidade, de forma a evitar que isto suceda sempre com o intuito de manter um bom nível de aderência. Creio que os tempos por volta e o tempo total de corrida demonstraram que conseguimos isso.»

O que dizer da performance dos pneus após a chuva de sábado?
«Em Phillip Island a chuva intensa pode surgir repentinamente, pelo que a pista pode passar muito rapidamente de seca para alagada. Por outro lado, a pista não seca muito rapidamente, pelo que não houve situações intermédias no sábado, apenas de chuva. Nesta época do ano, a temperatura é tão baixa e a chuva ainda arrefece mais a pista, por isso decidimos levar os pneus de chuva macios, tal como usámos em Donington Park, para o Grande Prémio da Grã-Bretanha. É evidente que na chuva os pneus aquecem menos, pelo que podemos utilizar os pneus mais macios para maximizar a aderência. Com imensa água na pista e com o frio que se fazia sentir, os pneus de chuva macios deram uma boa aderência e consistência, o que permitiu aos pilotos conseguirem alguns bons tempos por volta, o que nos deixou satisfeitos.»

Vivex @ 20-10-2009 00:00:00


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